Por Damião Miguel
O cenário eleitoral para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 2026 já apresenta nomes com capital político relevante e chances reais de vitória. Figuras como Rodrigo Delmasso, Tabanez, Sardinha, Cristiano Araújo, Renata D'Aguiar, Raad, Marcela Passamani,Daniel Radar, Roney Nemer, Cláudio Abrantes e Rogério Ulisses compõem uma lista de pré-candidatos competitivos que buscam consolidar suas bases. No entanto, a viabilidade dessas candidaturas depende diretamente de uma engenharia política precisa, onde o histórico de votação e a presença regional serão testados sob novas dinâmicas de poder.
A escolha da legenda partidária ou da federação é o fator crítico que pode separar o sucesso da derrota acachapante. Como o sistema proporcional exige que o partido atinja o quociente eleitoral, um erro de cálculo ao se filiar a uma chapa "pesada" demais ou excessivamente frágil pode anular milhares de votos nominais. O político que ignorar a força do grupo e as novas regras de sobras eleitorais corre o risco de ver sua expectativa de mandato transformar-se em uma frustrante suplência.
Para muitos desses nomes, o pleito de 2026 será o divisor de águas entre a renovação da carreira pública ou uma "aposentadoria antecipada" forçada pelas urnas. A janela partidária será o momento decisivo para essa definição estratégica, pois entrar na disputa em uma nominata mal estruturada pode significar o fim de ciclos políticos históricos no DF. Sem uma legenda que garanta o suporte necessário para enfrentar o alto quociente exigido, nomes hoje considerados fortes podem acabar fora do jogo político antes mesmo da apuração final.

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