Ministro diz que internação não se equipara a regime prisional e impõe regras de custódia
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido para que o sogro do ex-presidente Jair Bolsonaro o visite durante a internação hospitalar em Brasília. A solicitação havia sido apresentada pela defesa do ex-presidente, que está internado no Hospital DF Star desde 24 de dezembro.
Na decisão, Moraes afirmou que a internação configura um “regime excepcional de custódia”, distinto do ambiente prisional convencional, e que Bolsonaro já está submetido às normas de segurança e disciplina do hospital, além das orientações médicas. Segundo o ministro, as “circunstâncias excepcionais da internação hospitalar” exigem restrições para garantir a ordem e a segurança.
Na semana passada, Moraes autorizou a visita de quatro filhos de Bolsonaro — Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura — com horários previamente definidos e restrições, como a proibição do uso de celulares e de qualquer tipo de registro em vídeo. Bolsonaro está hospitalizado para tratamento de uma hérnia inguinal bilateral e apresenta ainda quadros de soluços persistentes, alterações na pressão arterial e apneia do sono. Durante a internação, permanece sob custódia da Polícia Federal.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e teve a saída do sistema prisional autorizada exclusivamente para tratamento médico.

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