‘Lutamos um bom combate’, diz Celina Leão ao ser eleita governadora do DF

Candidata do PP venceu Leandro Grass (PT) no segundo turno; ao votar, ela disse ter feito uma campanha “limpa”

Celina Leão, governadora do Distrito Federal. (Foto: Diário do Poder).

Celina Leão (PP) foi eleita governadora do Distrito Federal no segundo turno, no domingo (25), com 57,18% dos votos válidos, ou 987.142 votos. O candidato do PT, Leandro Grass, teve 42,82% (739.130), com 100% das urnas apuradas. Celina governa o DF desde março, quando o titular, Ibaneis Rocha, deixou o cargo para disputar o Senado, e cumprirá agora mandato de 2027 a 2030. O vice-governador eleito é Gustavo Rocha (Republicanos).

Na votação do segundo turno, os brancos foram 3,01% (55.771 votos), os nulos, 3,90% (72.280), e a abstenção, 17,37%. No primeiro turno, Celina havia tido 49,93% dos votos (825.530) e Grass, 34,47% (569.930).

O que ela disse

Celina votou por volta das 10h, no Centro de Ensino Fundamental 01 do Lago Norte. Ao deixar a cabine, avaliou a campanha: “Lutamos um bom combate. Foi uma campanha limpa”. Disse também: “Pegamos o Distrito Federal com muitos problemas, mas demos o nosso melhor”.

Sobre a ausência nos debates do segundo turno, afirmou: “Se querem minha presença, têm que me respeitar”.

Na seção, simpatizantes gritaram “Fora PT”, e fiscais lembraram a proibição de manifestações coletivas. Depois de votar, ela acompanhou a votação de Michelle Bolsonaro e seguiu para o comitê central de campanha, no Setor de Indústrias Gráficas (SIA), onde acompanhou a apuração ao lado do vice eleito. 

Promessas para 2027–2030

As prioridades apresentadas por Celina para o próximo mandato são:

  • ampliação do metrô, com 78 quilômetros na linha 2;
  • cinco novos hospitais e sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs);
  • expansão do ensino em tempo integral e de vagas em creches nas regiões mais vulneráveis;
  • programas para mulheres e reforço da segurança pública, com inteligência e tecnologia;
  • geração de empregos, simplificação tributária e parcerias público-privadas (PPPs) para obras de infraestrutura;
  • articulação com a bancada federal para garantir repasses e preservar o Fundo Constitucional.

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