Após impasse com o Republicanos, Cleitinho não reverteu a crise e não teve o nome confirmado para disputar o governo de Minas
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Belo Horizonte – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou que não vai disputar o governo de Minas Gerais. Após semanas de indecisão, o parlamentar afirmou que está passando por problemas pessoais que impossibilitam a aventura eleitoral. O irmão caçula de Cleitinho, Matheus Azevedo, morreu há poucos dias; e ele disse que precisa cuidar de si e da sua família.
“Pedir perdão. O momento não está fácil para mim e pra minha família, não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta querer cuidar de vocês, se eu não estou cuidando de mim e da minha família”, disse Cleitinho, aos prantos.
O senador lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turnos nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas.
Azevedo esteve reunido desde as 10h desta segunda-feira (3/8) com o presidente nacional do partido, o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), em Brasília, para conversar sobre retomar a candidatura, já que a direção nacional já havia informado a decisão de que ele não concorreria mais ao cargo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA mudança de tom fez com que vários aliados, incluindo pessoas do PL mineiro, atuassem para que Marcos Pereira o recebesse para discutir o assunto. Durante o fim de semana, aliados do senador e pessoas ligadas ao Republicanos em São Paulo davam como certo um recuo na decisão do partido em não lançar o Cleitinho na disputa, já que, além de liderar as pesquisas, o senador é visto como um puxador de votos.
Participaram do encontro, o ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP), nome favorito para a disputa, agora que Cleitinho já não vai mais participar do pleito; o presidente do diretório estadual, o deputado federal Euclydes Pettersen; o ex-prefeito de Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão (Republicanos); e os deputados estaduais Lud Falcão (Republicanos) e Carlos Henrique (Republicanos).
Marcelo Aro deve substituir
Com a decisão, o Partido Liberal, o Republicanos e a federação União Progressistas devem apoiar Aro, que já vinha articulando junto aos diretórios nacionais o lançamento da sua candidatura ao governo de Minas, desde que Cleitinho Azevedo não disputasse. Sem o senador, a tendência é de que o ex-secretário seja anunciado como candidato ao governo de Minas em breve.
Marcelo Aro, que era pré-candidato ao Senado, mudou de estratégia após ter um tensionamento com o PSD, depois de tentar fazer com que o partido não lançasse o senador Carlos Viana à reeleição, por receio de que pudesse afetar negativamente a sua campanha. O que não foi bem-aceito internamente pelos pessedistas.
Assim, Aro trabalhou para se cotar como nome ao Palácio Tiradentes, em articulação envolvendo as direções nacionais.
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