Por Damião Miguel
o cenário político atual, observa-se uma movimentação intensa de pré-candidatos que, embora demonstrem entusiasmo público, dificilmente suportarão a pressão da disputa até o fim. A tendência é que, aos 45 minutos do segundo tempo, muitos anunciem a retirada de suas candidaturas à Câmara Federal e distrital sob a clássica justificativa de que, "após ouvir a família", decidiram não seguir no pleito. No entanto, os bastidores revelam uma realidade menos nobre: o real motivo da desistência é a resistência em investir recursos próprios em uma campanha incerta, somada ao susto provocado pelas pesquisas de intenção de voto, que têm mostrado resultados desanimadores para quem esperava uma trajetória mais tranquila.
A verdade é que diversos nomes que se mostravam competitivos e influentes enquanto ocupavam cargos na estrutura do governo perderam fôlego rapidamente após o processo de desincompatibilização. Ao se afastarem da máquina pública e da visibilidade dos cargos, esses pré-candidatos mergulharam no anonimato e foram, em muitos momentos, esquecidos pelo cenário político e pelo eleitorado. Sem a "caneta" na mão e diante de um cenário de baixa aceitação popular, a coragem de enfrentar as urnas parece estar se transformando em uma retirada estratégica para evitar um fracasso eleitoral ainda maior.

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