
Brasília vai muito além dos traços de Oscar Niemeyer — e um endereço no Lago Sul tem ajudado a contar essa outra história da capital. Entre motores clássicos, peças raras e ambientes interativos, o V12 Auto Club firmou-se como um dos espaços mais originais da cena cultural brasiliense, unindo entretenimento, memória e inovação em um só roteiro.
O local reúne cerca de 220 veículos em uma área ampla, onde cada detalhe foi pensado para transformar a visita em uma experiência. Não se trata apenas de observar carros antigos: o percurso convida o público a mergulhar em diferentes épocas, estilos e sensações, em um ambiente que mistura exposição, convivência e interação.
A origem do projeto está diretamente ligada à trajetória do Grupo V12, conhecido no segmento automotivo do DF. O que começou como interesse pessoal por restauração e customização acabou evoluindo para um acervo robusto, construído ao longo de anos de trabalho. Hoje, os veículos expostos carregam não só valor histórico, mas também a assinatura técnica de quem os transformou.
Responsável pelo espaço, a empresária Rejane Farias destaca que a proposta sempre foi criar algo que fosse além do convencional. Segundo ela, a ideia é fazer com que cada visitante vivencie o ambiente de forma única, estimulando percepções e despertando lembranças por meio de elementos como música, iluminação, aromas e interação direta com parte do acervo. “A proposta sempre foi ir além de uma exposição. Queríamos criar um ambiente que envolvesse as pessoas por completo, despertando sensações e memórias em cada etapa da visita”, afirma.
O espaço também aposta na permanência e na circulação. Além da exposição principal, o visitante encontra áreas que ampliam a experiência, como um ambiente com objetos antigos, loja temática e um café que funciona como ponto de encontro dentro do circuito. A combinação transforma o passeio em algo mais longo e envolvente.
Na avaliação do secretário de Turismo do Distrito Federal, Cristiano Araújo, iniciativas desse tipo ajudam a renovar a imagem da cidade. Ele ressalta que Brasília tem ampliado sua vocação turística ao incorporar projetos criativos e experiências fora do padrão tradicional. Para ele, o V12 representa bem esse novo momento, ao transformar uma paixão em produto cultural e econômico. “Brasília não é feita só de arquitetura. Espaços como esse mostram uma cidade mais diversa, com experiências que valorizam a criatividade e também impulsionam o turismo”, pontua.
Outro eixo importante do espaço está nas ações sociais. O V12 mantém um programa que abre as portas para públicos que, muitas vezes, não têm acesso a esse tipo de atividade, como estudantes da rede pública, pessoas com deficiência e grupos atendidos por instituições sociais. A proposta é garantir inclusão e ampliar o alcance da iniciativa.
Rejane reforça que esse compromisso faz parte da essência do projeto. “A gente entende que essa experiência precisa ser acessível. Por isso, estruturamos visitas pensadas para diferentes públicos, com acolhimento e inclusão como prioridade”, explica.
A conexão com a educação e a formação profissional também já faz parte da agenda do espaço. A participação em eventos técnicos e iniciativas voltadas à qualificação reforça o papel do V12 como ambiente que vai além do lazer e contribui para o desenvolvimento de novos profissionais.
Integrado às rotas turísticas do Distrito Federal, o espaço se insere em uma estratégia maior de diversificação dos atrativos da capital. A ideia é mostrar que Brasília também pulsa fora dos cartões-postais mais conhecidos, oferecendo experiências que combinam criatividade, história e vivência.
Com uma proposta que mistura cultura, interatividade e impacto social, o V12 Auto Club consolida-se como um dos exemplos mais claros de como novas ideias podem ampliar o olhar sobre Brasília — e transformar o que antes era nicho em destino.
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