Com placar de 5 a 2, a Corte decidiu que ficaram caracterizadas irregularidades no uso da estrutura estatal em benefício eleitoral
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou, nesta terça-feira (24/3), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) inelegível por abuso de poder político e econômico. O placar foi de 5 a 2 — os únicos a divergir foram os ministros Nunes Marques e André Mendonça. O ex-chefe do Palácio Guanabara renunciou ao cargo às vésperas do julgamento no TSE. A inelegibilidade de oito anos passa a contar a partir de 2022, quando o ilícito foi cometido. Ainda cabem embargos de declaração.
- Votaram pela inelegibilidade
Isabel Gallotti
Antonio Carlos Ferreira
Floriano Marques Neto
Estela Aranha
Cármen Lúcia
- Votaram contra a inelegibilidade
Nunes Marques
André Mendonça
Com a conclusão do julgamento, além da inelegibilidade, Cláudio Castro também foi multado e teve o diploma de governador cassado, porém a decisão perde efeitos práticos, já que ele renunciou ao cargo. A medida também alcança o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que teve o diploma cassado, foi declarado inelegível e multado por decisão da maioria dos ministros.
Vice na chapa de Castro, Thiago Pampolha (União Brasil), embora tenha renunciado ao cargo, não teve o diploma cassado nem foi declarado inelegível pela maioria dos ministros, mas também foi multado.
A decisão do tribunal determinou a realização de novas eleições para os cargos majoritários no Rio de Janeiro. Já quanto à cassação de Bacellar, a Corte determinou a retotalização dos votos, o que deve redefinir a ocupação da vaga na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).
Castro, em postagem no X, afirmou que vai recorrer da decisão. O ex-governador salientou que tem plena convicção de que governou o Rio “dentro da da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.

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