Em sua plataforma X, o empresário disse que prisão de ministro 'está a caminho'
O empresário Elon Musk, dono da plataforma X, antigo twitter, utilizou sua rede social nesta quinta-feira (12) para proferir novas críticas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao comentar uma postagem do jornalista Glenn Greenwald que abordava supostas conexões entre o magistrado e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o bilionário sugeriu que o magistrado poderá ser detido em um futuro próximo.
A interação ocorreu após Greenwald resgatar uma postagem de Musk, datada de agosto de 2024, que exibia uma imagem gerada por inteligência artificial do ministro atrás das grades. Na ocasião, o bilionário escreveu: “Um dia, Alexandre, essa foto da sua prisão será real. Guarde minhas palavras”. Retomando o assunto hoje, Musk declarou: “Ainda não, mas (a prisão) está a caminho. Por que arrumar briga comigo? Que bobagem”.
O histórico de atritos entre ambos está ancorado no inquérito das milícias digitais, que investiga a propagação coordenada de desinformação. Musk chegou a ser investigado por suposta desobediência judicial e obstrução de justiça, mas teve o inquérito contra si arquivado por Moraes na última terça-feira (10).
O foco da nova polêmica é por conta da atuação profissional de Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro. Informações divulgadas pela imprensa indicam que o escritório da família selou um acordo de R$ 129 milhões com o Banco Master para representação perante órgãos federais e o Legislativo. Além disso, perícias da Polícia Federal apontaram diálogos via WhatsApp entre Vorcaro e Moraes no dia 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi alvo de um mandado de prisão.
Em resposta às suspeitas, Viviane Barci de Moraes esclareceu, por meio de nota, que seu trabalho para a instituição financeira limitou-se à estruturação de normas de compliance e revisão ética. Já o ministro, via assessoria do STF, argumentou que as comunicações interceptadas não foram endereçadas ao seu aparelho pessoal, mas a outros contatos salvos pelo banqueiro. Contudo, análises técnicas da PF sobre o código-fonte dos registros contestam a justificativa apresentada pelo magistrado.
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